O Bolsa Família terá reajuste a partir da folha de outubro, com o objetivo de recompor a inflação acumulada e preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Conforme as informações apresentadas pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o valor mínimo do programa passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio, considerando a soma dos demais benefícios, deverá subir de R$ 675 para R$ 777. A atualização será de 15,04%, percentual correspondente ao INPC apurado desde o início do programa até agosto, último índice considerado para a definição da reposição.
Reajuste de 15,04% será aplicado aos benefícios
Segundo Bruno Moretti, a autorização permite realizar uma reposição inflacionária para garantir o poder de compra dos beneficiários do Bolsa Família, especialmente das famílias em situação de maior vulnerabilidade. O índice utilizado para calcular a atualização foi o INPC, que acumulou 15,04% no período considerado. O percentual será aplicado de maneira linear aos benefícios do programa. Com isso, o piso de R$ 600 passa para R$ 691, uma diferença de R$ 91 em relação ao valor atual.
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A mudança também terá reflexos no benefício médio do Bolsa Família. De acordo com os números apresentados, quando são considerados os demais benefícios que compõem o pagamento das famílias, a média deverá passar dos atuais R$ 675 para R$ 777, representando uma elevação nominal de aproximadamente R$ 100. A justificativa apresentada para a atualização é justamente recuperar a perda provocada pela inflação no período e permitir que os recursos destinados às famílias mantenham maior capacidade de compra.
Novos valores começam a ser pagos em outubro
Para os beneficiários, a principal informação é que o reajuste começará a valer a partir da folha de outubro. Dessa forma, será a partir desse pagamento que o novo piso de R$ 691 deverá ser considerado. A medida não foi apresentada como criação de um novo benefício, mas como uma atualização dos valores já existentes no Bolsa Família, calculada a partir da inflação medida pelo INPC no período informado.
Moretti afirmou que a medida está sendo adotada nos termos autorizados pela legislação e relacionou a atualização à proteção social das famílias atendidas. Segundo a explicação apresentada, preservar o poder de compra dos beneficiários é importante para que o Bolsa Família continue atuando no enfrentamento à pobreza e à fome, ao mesmo tempo em que outras medidas são adotadas para tornar o programa mais eficiente.
Reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano
O ministro também apresentou o impacto financeiro estimado da atualização. Como os novos valores começarão a ser pagos na folha de outubro, a previsão é de um impacto de aproximadamente R$ 5,8 bilhões neste ano. Para o próximo ano, a estimativa informada é de cerca de R$ 22 bilhões. O orçamento deverá ser ajustado para acomodar o novo valor do Bolsa Família dentro do espaço fiscal disponível.
ARTE: AVOZDOBEM.COM | Imagem Ilustrativa | Marca Bolsa Família: MDS
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