O Ceará vai receber 19 combos cirúrgicos e seis tomógrafos para ampliar a oferta de cirurgias no SUS, em ação do Novo PAC Saúde. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e reforça o esforço por mais atendimento público e informação social em regiões com demanda por procedimentos especializados.
A nova etapa de contratos foi assinada na quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o Ministério da Saúde prevê a compra de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos.
Ao todo, a ação nacional vai entregar 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos para 185 municípios em todos os estados do país. O investimento total chega a R$ 546 milhões. No Ceará, o valor destinado supera R$ 42 milhões.
O que será entregue ao Ceará
O estado será contemplado com 19 combos cirúrgicos e seis tomógrafos. Os equipamentos integram uma estratégia nacional para modernizar a rede pública de saúde, reduzir filas e ampliar a capacidade de atendimento especializado.
Segundo o Ministério da Saúde, parte dos combos destinados ao Ceará já está em uso. Eles incluem equipamentos para cirurgia geral e oftalmológica, com foco em mais agilidade e segurança nos procedimentos de média e alta complexidade.
Cidades cearenses beneficiadas
Instituições de saúde de Canindé, Cratéus, Fortaleza, Granja, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Quixadá, Quixeramobim, São Gonçalo do Amarante e Sobral foram beneficiadas com os combos cirúrgicos.
Os seis tomógrafos destinados ao Ceará serão distribuídos para Fortaleza, que receberá duas unidades, Sobral, também com duas unidades, além de Maracanaú e Quixeramobim.
Equipamentos devem ampliar cirurgias eletivas
Em todo o país, os combos cirúrgicos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano. A ampliação da estrutura ajuda a reduzir filas e o tempo de espera por procedimentos especializados.
A medida também promove a modernização tecnológica da rede pública de saúde. A distribuição dos equipamentos está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS.
Como funcionam os combos cirúrgicos
Os combos de cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada. Eles foram estruturados para ampliar procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade.
Já os combos oftalmológicos reúnem cinco equipamentos cada. Eles são voltados à qualificação e expansão da oferta de cirurgias especializadas, especialmente procedimentos de maior complexidade, como cirurgias de catarata.
Novo PAC Saúde e Agora Tem Especialistas
A distribuição de mais de 1.700 equipamentos em todo o país garante a estruturação de novas salas cirúrgicas. A ação reforça a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso à saúde em regiões historicamente menos assistidas.
O programa Agora Tem Especialistas registrou 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025. O número representa aumento de 42% em relação a 2022. Também foram realizadas 1,6 bilhão de consultas com especialistas, crescimento de 30%, e 1,3 bilhão de exames, alta de 22%.
Redução de desigualdades no acesso à saúde
Os equipamentos serão destinados a hospitais públicos e filantrópicos nos 185 municípios beneficiados. O objetivo é descentralizar a oferta de serviços especializados e reduzir desigualdades regionais no acesso à saúde.
Em regiões com menor oferta de atendimento especializado, o impacto esperado é ainda maior. Na Região Norte, por exemplo, a ampliação potencial da capacidade de cirurgias oftalmológicas chega a 134%.
Compra centralizada gerou economia
Além de ampliar o acesso à saúde, a compra centralizada dos combos cirúrgicos gerou economia superior a R$ 281 milhões aos cofres públicos. A redução foi de 37,9% em relação ao valor estimado.
Na aquisição dos equipamentos, o Ministério da Saúde priorizou produtos fabricados no Brasil. A decisão segue a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Entrega, instalação e treinamento
As remessas começaram em fevereiro deste ano e seguem até o fim de junho. A doação inclui entrega, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses.
Segundo o Ministério da Saúde, esse formato assegura condições para uso imediato dos equipamentos e fortalece a capacidade de resposta da rede hospitalar do SUS.
Com informações do Ministério da Saúde.
Foto: João Risi/MS
