O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, recebeu, na terça-feira (23.06), representantes do Banco Central do Brasil e pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para debater formas de acesso de inscritos no Cadastro Único a serviços financeiros e bancários.
Entre as possibilidades discutidas está a adesão dos beneficiários de programas sociais do Governo do Brasil ao Pix como forma de pagamento. “O Pix é uma revolução que agiliza muito a vida desse pessoal tanto para pagar contas quanto para impulsionar pequenos negócios”, observou o ministro Wellington Dias.
Pix e Cadastro Único entram no debate
O ministério e o Banco Central já contam com um acordo de cooperação técnica que permite a produção de estudos sobre o uso de crédito e serviços bancários, como o Pix. “Com cruzamento de dados do CadÚnico, é possível criar políticas públicas mais eficazes”, apontou Alison Ramon Santos e Silva, secretário substituto de Inclusão Socioeconômica do MDS.
Inclusão financeira avançou com ferramentas digitais
De acordo com os pesquisadores da FGV, três fatores contribuíram para uma maior inclusão financeira no Brasil. A criação de auxílios emergenciais que dependem de canais digitais para liberação de benefícios em larga escala foi um deles. A criação do Pix também influenciou esse avanço. Além disso, a alfabetização digital e a possibilidade de realizar compras remotas levaram mais pessoas a acessarem bancos e instituições financeiras.
“É preciso pensar também numa faixa etária mais avançada que ainda tem muita resistência em adotar tecnologias e tem dificuldade de usar o celular”, observou Eduardo Diniz, professor da FGV.
Educação financeira também entrou na pauta
Além do acesso aos serviços financeiros, a reunião também discutiu a necessidade de ações de educação financeira. O objetivo é sensibilizar as pessoas sobre a melhor forma de aproveitar crédito e sobre os riscos do endividamento.
“Nós já tivemos experiências exitosas de educação financeira e podemos realizar novamente”, lembrou Luis Gustavo Mansur Siqueira, chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central.
Foto: Roberta Aline / MDS
Com informações do MDS
