Ceará acessa localização de celulares para monitorar quarentena

O Governo do Ceará começa nesta quinta-feira (30) a acessar o mapa de deslocamento produzido pelas quatro maiores operadoras de telecom do País – Oi, Claro, TIM e Vivo. A ferramenta digital permite saber qual o nível de respeito ao isolamento pelos usuários de aparelho celular. O Ceará tem cerca de 9 milhões de habitantes e 7,6 milhões de linhas ativas.

O pedido de uso dos dados foi enviado ao Sinditelebrasil, a entidade que reúne as operadoras, pelo governador Camilo Santana e aprovado. Cada Estado ou Prefeitura atendidos no pleito tem direito a cinco acessos. O Blog apurou que no Governo cearense, até a manhã desta sexta, somente uma da cinco senhas havia entrado na plataforma.

O diretor de Infraestrutura do Sinditelebrasil, Ricardo Dieckmann, disse ser a primeira vez que as quatro operadoras e unem no compartilhamento dos dados. Nas Olimpíadas de 2016 no Rio e na Copa de 2014 as informações foram oferecidas de modo separado.

Na quinta-feira (29), Recife também passou a acessar. Diversos estados e capitais têm pedido o acesso para medir a aglomerações durante a pandemia do novo Coronavírus. Depois de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e as cidades de Belo Horizonte e Porto Alegre já compõem. 

Privacidade garantida

Em nome das operadoras, o Sinditelebrasil garante que as informações de geolocalização são anônimas. “As pessoas podem ficar tranquilas porque o sistema funciona de maneira a não apontar a identificação individual do assinante”, diz Ricardo Dieckmann. “É um simples contador, como uma catraca”, ilustra.

Em linhas gerais, as operadoras registram os deslocamentos dos clientes quando estes mudam de área de cobertura de uma antena, as Estações Rádio-Base (ERB). Uma antena tem raio variável. A topografia influi.  Pode ir de 400 metros, em área urbana, a até 10 vezes isso em regiões mais ermas, como numa estrada.

Um exemplo: Se há clientes e cinco saíram em algum momento e mudaram de ERB, isso implica um índice de deslocamento de 50%.

Fonte: O Povo

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