O programa Gás do Povo contará com revisão cadastral e de elegibilidade contínua para as famílias beneficiárias, conforme diretrizes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O procedimento é automático e utiliza as informações registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), base de dados que reúne informações socioeconômicas das famílias de baixa renda. A checagem serve para confirmar se o núcleo familiar ainda atende aos critérios exigidos para permanecer no programa. Caso haja alteração de renda, composição familiar ou inconsistências cadastrais, o sistema pode indicar necessidade de atualização ou bloqueio temporário do benefício. O objetivo é assegurar que o recurso público alcance quem realmente se enquadra nas regras de vulnerabilidade social.➡️Não perca nenhuma notícia, clique aqui e siga nosso grupo no WhatsApp.⬅️
A periodicidade da verificação varia de acordo com o tamanho da família registrada. Nos lares compostos por duas ou três pessoas, a revisão ocorre a cada três meses. Já nas famílias com quatro integrantes ou mais, o cruzamento de dados é feito a cada dois meses. Essa diferença de intervalo está relacionada ao maior volume de variáveis sociais e econômicas presentes em famílias maiores, o que exige monitoramento mais frequente. O processo é digital, integrado a bases federais, e não depende de convocação prévia para ocorrer. Entretanto, eventuais pendências podem gerar alertas aos beneficiários.
Diante disso, o MDS orienta que os responsáveis familiares mantenham CPF, documentos pessoais e informações de renda sempre atualizados no CadÚnico. Mudanças como nascimento de filhos, saída de integrantes da residência, novo emprego ou perda de renda precisam ser informadas no posto de atendimento do município. A atualização cadastral preventiva evita suspensão do benefício por dados desatualizados. A regra vale inclusive para quem já recebe outros programas sociais, como o Bolsa Família, pois os sistemas são integrados e compartilham critérios de elegibilidade.
O Gás do Povo é a política que substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros e amplia o alcance da proteção social relacionada ao acesso ao gás de cozinha (GLP). A proposta é garantir gratuidade do botijão para cerca de 15 milhões de famílias, o que corresponde a aproximadamente 50 milhões de pessoas. O público-alvo é composto por inscritos no CadÚnico com renda per capita mensal de até meio salário mínimo, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família. O foco é reduzir o impacto do preço do gás no orçamento doméstico, além de contribuir para saúde, segurança alimentar e condições dignas de preparo dos alimentos.
A implementação começou em novembro de 2025 nas capitais Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Teresina. Em janeiro de 2026, o programa foi expandido para Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Palmas, Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, São Luís, João Pessoa, Maceió e Aracaju. A previsão oficial é que, até março de 2026, o novo modelo esteja ativo para todo o público estimado. A revisão periódica de elegibilidade faz parte da estrutura do programa e é considerada instrumento essencial de controle, transparência e focalização da política pública.












