O Fundo Garantidor de Créditos informou que teve início, nesta terça-feira (07), a segunda fase do pagamento de garantias aos credores do Will Bank que possuem valores superiores a R$ 1 mil e de até R$ 250 mil, respeitando os limites estabelecidos pela regulamentação vigente. Nesta etapa, a entidade estima liberar cerca de R$ 6,06 bilhões, contemplando aproximadamente 312 mil credores. A medida integra o cronograma de ressarcimento aos clientes de instituições financeiras em processo de intervenção ou liquidação, dentro das regras do Sistema Financeiro Nacional.
Os pagamentos serão realizados exclusivamente por meio do aplicativo do FGC, e os credores devem seguir um processo estruturado para solicitar os valores. O primeiro passo é efetuar o cadastro na plataforma; em seguida, é necessário complementar os dados pessoais, anexar a documentação exigida e formalizar o pedido de garantia. O FGC orienta ainda que os usuários mantenham as notificações do aplicativo ativas, pois eventuais pendências ou atualizações no processo serão comunicadas por esse canal, sendo essencial para a liberação do pagamento.
A instituição também destacou o andamento da fase anterior, iniciada em 13 de fevereiro, que contemplou clientes diretos do Will Bank com valores de até R$ 1 mil. Nessa etapa, operacionalizada pelo próprio aplicativo do banco, já foram pagos R$ 126 milhões, o equivalente a 70,84% do total previsto de R$ 177,8 milhões. Em número de beneficiários, cerca de 1,145 milhão de credores já receberam os valores, o que corresponde a 18,28% do total de 6,269 milhões de pessoas elegíveis para essa antecipação.
O FGC reforçou que há regras específicas relacionadas ao limite de cobertura por conglomerado financeiro. Credores que já receberam valores de instituições como Banco Master, Master de Investimento e Letsbank podem não ter novos valores a receber do Will Bank, caso tenham atingido o teto de R$ 250 mil dentro do mesmo conglomerado. Para investimentos realizados até 31 de agosto de 2024, a garantia individual é preservada; a partir de 1º de setembro de 2024, o limite passa a ser unificado por conglomerado.
Em atualização geral, o FGC informou que, até 6 de abril, já foram pagos R$ 39,3 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, equivalente a 96,90% do total previsto, beneficiando cerca de 669 mil pessoas. No caso do Banco Pleno, os pagamentos começaram em 23 de março e já atingiram 107.279 credores, representando 70,45% do total, com R$ 3,61 bilhões liberados, o que corresponde a 75,39% do montante estimado. O processo para pessoas físicas ocorre via aplicativo do FGC, enquanto casos envolvendo pessoas jurídicas, menores de idade ou espólios seguem trâmites específicos, com análise documental individual.
Por fim, o FGC emitiu um alerta de segurança sobre tentativas de golpes envolvendo o pagamento das garantias. A entidade reforça que não realiza contatos por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou códigos. Toda comunicação oficial ocorre exclusivamente pelos canais institucionais. O Fundo, criado em 1995, é uma entidade privada sem fins lucrativos que atua na proteção de depositantes e investidores, sendo financiado por contribuições das instituições associadas e pela rentabilidade de seus recursos.
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