Momento histórico: Papa Leão XIV cria Diocese de Baturité

O Papa Leão XIV criou a diocese de Baturité, no Ceará, nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. O primeiro bispo será dom Luís Gonzaga Pepeu, franciscano capuchinho que foi arcebispo de Vitória da Conquista (BA), entre 2008 e 2019. A nova diocese tem o território desmembrado da arquidiocese de Fortaleza (CE) e é formada por 14 municípios, com total de 298.221 habitantes, segundos os dados do Censo de 2022.➡️Não perca nenhuma notícia, clique aqui e siga nosso grupo no WhatsApp.⬅️

Na área oeste da arquidiocese de Fortaleza, a diocese Baturité abrange os seguintes municípios: Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Canindé, Caridade, Guaramiranga, Mulungu, Pacoti, Ocara, Palmácia, Paramoti e Redenção. A área total é de 7.072 Km².

De acordo com os dados de 2022, são 298.221 habitantes, 21 paróquias e uma área pastoral.

A comunidade contará, inicialmente, com o serviço pastoral de 28 sacerdotes diocesanos, 11 sacerdotes religiosos, um diácono permanente, seis seminaristas, 10 religiosos e 31 religiosas.

Já a arquidiocese de Fortaleza, fica, a partir de agora, com 17 municípios, num total de 8.099km² e população de 3.823.570. Sâo 124 paróquias e 4 áreas pastorais antendidas por 280 sacerdotes diocesanos; 176 sacerdotes religiosos; 63 diáconos permanentes e 7 transitórios; 91 seminaristas; 228 religiosos e 494 religiosas.

A nova diocese nasce de um amplo processo de discernimento pastoral conduzido ao longo dos últimos anos pelo arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, OSB. Desde sua chegada à Arquidiocese, Dom Gregório passou a refletir, junto aos organismos de governo pastoral e em diálogo constante com a Santa Sé, sobre a necessidade de uma nova Igreja particular que respondesse melhor às realidades humanas, sociais e religiosas do Maciço de Baturité e de áreas adjacentes.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Palma, em Baturité, foi indicada como Catedral da nova diocese. O templo é um dos mais importantes símbolos religiosos e culturais da região, com uma história ligada aos primórdios da ocupação e da evangelização do Maciço. Sua arquitetura e preservação fazem da igreja um patrimônio de fé e memória para o povo local.

Primeiro bispo de Baturité

Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu nasceu em Caruaru (PE), no dia 18 de fevereiro de 1957. É membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da Província do Nordeste do Brasil.

Ingressou no Aspirantado dos Capuchinhos (Educandário Frei Damião), em Caruaru, no dia 15 de maio de 1968, e no Seminário Menor dos Capuchinhos, em Maceió (AL), no dia 17 de fevereiro de 1973. Iniciou o noviciado em 1977, fez a profissão religiosa em 17 de janeiro de 1978 e a profissão perpétua no dia 8 de dezembro de 1980.

Cursou Filosofia e Teologia no Seminário São Francisco de Assis, da Província dos Capuchinhos de São Paulo, de 1978 a 1981, concluindo o último ano de Teologia, em 1982, no Instituto de Teologia do Recife (ITER). Foi ordenado diácono no dia 8 de maio de 1982, em Caruaru, e presbítero no dia 8 de dezembro de 1982, ambas na diocese de Caruaru.

No âmbito da vida religiosa e do ministério presbiteral, exerceu, entre outros serviços, as funções de mestre de noviços, promotor vocacional, conselheiro provincial, vigário provincial, ecônomo provincial, guardião, vigário da fraternidade, pároco, vigário paroquial, administrador paroquial, ministro provincial por dois períodos, presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB), co-capelão da Comunidade Portuguesa em Washington, DC, membro da Comissão de Justiça, Paz e Ecologia da Ordem dos Capuchinhos, guardião da Cúria Geral dos Capuchinhos e assessor da Procuradoria Geral da Ordem, em Roma.

De 1996 a 1998, cursou o mestrado em Direito Canônico na Universidade Católica da América, em Washington, DC (EUA), obtendo a licenciatura em Direito Canônico (JCL). De 1999 a 2001, concluiu o doutorado em Direito Canônico (JCD) pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma. Realizou a convalidação do Bacharelado em Teologia na Universidade Católica do Salvador (UCSAL), em Salvador (BA).

Seu ministério episcopal tem início com a nomeação como terceiro bispo diocesano de Afogados da Ingazeira (PE), no dia 13 de junho de 2001, pelo Papa São João Paulo II. A ordenação foi no dia 6 de outubro do mesmo ano. Escolheu como lema episcopal Lema episcopal: Ne timeas, tecum ego sum (Não temas, estou contigo – Jr 1,8).

De 2001 a 2008, foi moderador do Tribunal Eclesiástico do Regional Nordeste 2 da CNBB, membro do Conselho Econômico Episcopal do Regional e membro efetivo da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância da CNBB.

No dia 11 de junho de 2008, foi transferido pelo Papa Bento XVI para a arquidiocese de Vitória da Conquista (BA), como seu segundo arcebispo metropolitano. De 2009 a 2010, foi presidente do Sub-regional V do Regional Nordeste 3 da CNBB. De 2011 a 2015, exerceu a presidência do Regional NE 3 e integrou o Conselho Permanente da CNBB. De 2010 a 2012, foi membro da Comissão Episcopal para a Implementação do Acordo Brasil–Santa Sé. De 2015 a 2024, foi bispo referencial para os bispos eméritos do Regional NE 3. No dia 9 de outubro de 2019, teve aceita pelo Papa Francisco a sua renúncia ao governo pastoral da arquidiocese de Vitória da Conquista, sendo, ao mesmo tempo, nomeado administrador apostólico da mesma arquidiocese até o dia 14 de dezembro de 2019.

Entre 2021 e o início de 2022 atuou em diferentes funções na arquidiocese de Olinda e recife, como vigário geral, presidente da Câmara Eclesiástica e moderador da Cúria Metropolitana. Também atuou como professor: de Direito Canônico, no Curso de Teologia da diocese de Caruaru, no segundo semestre de 2021; e de Teologia, como professor convidado no curso de Mestrado em Direito Canônico do Instituto Superior de Direito Canônico da Universidade Católica de Pernambuco, em Recife, em outubro de 2025.

Com informações da CNBB e Arquidiocese de Fortaleza